HORMÔNIO FAZ MAL?

   Muitas vezes os pacientes, amigos e colegas de outras áreas perguntam isso. E como a resposta é a mesma, resolvi responder em um texto.      

A resposta é DEPENDE

 Antes de mais nada precisamos saber quem é o indivíduo que receberá o hormônio, que idade ele tem, qual o sexo,  como é o seu estilo de vida, se tem patologias prévias e se tem contraindicações.   

A segunda coisa é se existe uma deficiência real daquele hormônio e de onde ela vem. Ela é central? É primária da glândula? É secundária a algum medicamento? É reversível ou irreversível? Existem deficiências de mais de um hormônio? Quais outros hormônios, questões genéticas e epigenéticas podem estar resultando naquele determinado quadro clínico? 

Então assim: existem inúmeros fatores individuais, fisiológicos e orgânicos que vão influenciar na real necessidade de se prescrever determinado hormônio. Em alguns casos aquela reposição resultará em uma melhora significativa na vida daquele paciente e sem efeitos colaterais – mas isso em geral ocorre naqueles casos em que o indivíduo precisa do hormônio.

Em outros, o hormônio – qualquer um deles – pode trazer sérios prejuízos para aquele indivíduo – Isso independente de ser ou não bioidêntico.   Quero que vocês tenham em mente a seguinte mensagem: qualquer molécula ou partícula que esteja em excesso ou em deficiência pode causar prejuízos sérios a todo o organismo humano. Não faça nada por conta própria e nem pegue a experiência do que aconteceu com o vizinho e a tome para você.

Procure um profissional capacitado que possa, além de investigar a causa real, prescrever o hormônio certo, na dose adequada para você.