O USO DE TESTOSTERONA EM MULHERES - DIRETRIZES

O corpo feminino é capaz de produzir testosterona a partir dos ovários (predominantemente) e das adrenais. Com o passar dos anos, esses níveis basais tendem a cair gradativamente; queda essa não tão acentuada quanto a queda dos hormônios femininos.

Na mulher, a testosterona é responsável pela pilificação da região genital, pelo desejo sexual, pela lubrificação vaginal e pela manutenção de massas muscular e óssea.

Na peri e pós menopausa, quando esses hormônios caem mais rapidamente, vem aquelas queixas de diminuição da libido e ressecamento vaginal e foi aí que começou-se a postular a reposição deste hormônio em concomitância com estrogênio e progesterona.

Nesses casos, é importante fazer o diagnóstico diferencial entre distúrbio do desejo sexual hipoativo e distúrbio da excitação sexual feminina, uma vez que no segundo caso NÃO ESTÁ INDICADA (a princípio) a reposição deste hormônio, mas sim outros tratamentos, incluindo até a fisioterapia pélvica.

Outros detalhes que precisam ser avaliados caso a caso de acordo com as novas diretrizes são: doença cardiovascular, presença de câncer de mama ou Hfam do mesmo e óbvio, níveis séricos de testosterona total e livre pelos métodos da cromatografia líquida ou espectrometria de massa (mais confiáveis do que os que usualmente utilizamos).

Importante falar que quando falamos em libido, pensamos em testosterona mas, na mulher, nem sempre isso tem uma relação direta. Costumo dizer que nenhum valor de testosterona suporta um relacionamento destruído. Outros fatores psicoemocionais precisam (embora a diretriz não mencione isso) ser conversados na consulta de forma que a ajuda para a paciente possa vir da melhor forma possível.